Revista EDICIC, San José (Costa Rica), v.25, e-6026, p.1-12, 2025. ISSN: 2236-5753
Este documento tiene licencia bajo la Creative Commons Attribution 4.0 International.
Inclusão digital no Brasil: avanços e limites nas políticas contemporâneas
Laísa de Lima Fiuza Gomes, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Brasil,
https://orcid.org/0009-0004-3063-9830
Salim Silva Souza, Universidade Federal de Sergipe (UFS), Brasil, https://orcid.org/0000-
0001-9968-9925
Zeny Duarte, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Brasil, https://orcid.org/0000-0003-
0365-6905
DOI: https://doi.org/10.62758/re.314
RESUMO
A Ciência da Informação, enquanto campo interdisciplinar dedicado à organização, gestão e
disseminação do conhecimento, desempenha papel central na formulação e implementação de
políticas públicas voltadas à democratização da informação. No Brasil contemporâneo, marcado por
profundas desigualdades sociais e regionais, a inclusão digital tem se consolidado como um pilar
essencial para assegurar o acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação, condição
indispensável para o exercício da cidadania, a participação social e o desenvolvimento econômico.
Palavras-Chave: Inclusão Digital; Democratização da Informação; Políticas Governamentais;
Tecnologias de Informação e Comunicação; Brasil.
Inclusión digital en Brasil: avances y limitaciones de las políticas contemporáneas
RESUMEN
Las Ciencias de la Información, como campo interdisciplinario dedicado a la organización, gestión y
difusión del conocimiento, desempeñan un papel central en la formulación e implementación de
políticas públicas orientadas a la democratización de la información. En el Brasil contemporáneo,
marcado por profundas desigualdades sociales y regionales, la inclusión digital se consolida como un
pilar esencial para garantizar el acceso a las Tecnologías de la Información y la Comunicación, condición
indispensable para el desarrollo urbano, la participación social y el desarrollo económico.
Palabras-Clave: Inclusión Digital; Democratización de la Información; Políticas Gubernamentales;
Tecnologías de Información y Comunicación; Brasil.
Digital inclusion in Brazil: advances and limits in contemporary policies
ABSTRACT
Information Science, as an interdisciplinary field dedicated to the organization, management and
dissemination of knowledge, plays a central role in the formulation and implementation of public
policies aimed at the democratization of information. In contemporary Brazil, marked by deep social
and regional inequalities, even digital has been consolidated as an essential pillar to ensure access to
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Information and Communication Technologies, an indispensable condition for the exercise of
citizenship, social participation and development economic.
Keywords: Digital Inclusion; Democratization of Information; Government Policies; Information and
Communication Technologies; Brazil.
1 INTRODUÇÃO
A Ciência da Informação, enquanto campo interdisciplinar dedicado à organização, gestão e
disseminação do conhecimento, desempenha papel central na formulação e implementação de
políticas públicas voltadas à democratização da informação. No Brasil contemporâneo, marcado por
profundas desigualdades sociais e regionais, a inclusão digital tem se consolidado como um pilar
essencial para assegurar o acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), condição
indispensável para o exercício da cidadania, a participação social e o desenvolvimento econômico.
Em 2023, o país registrou 72,5 milhões de domicílios com acesso à internet, representando
92,5% do total, com crescimento significativo nas áreas rurais, onde o percentual de acesso passou de
78,1% para 81,0% (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE], 2024a). Apesar desse avanço,
36 milhões de brasileiros ainda permanecem sem acesso à rede, evidenciando a continuidade da
exclusão digital em diferentes territórios (IBGE, 2024b).
Essa exclusão é ainda mais evidente quando se analisam os recortes regionais e sociais:
enquanto regiões como o Sudeste apresentam altos níveis de conectividade, o Nordeste ainda
enfrenta desafios estruturais que limitam o acesso universal; além disso, idosos, pessoas com baixa
escolaridade e residentes em áreas rurais figuram entre os grupos mais afetados (IBGE, 2024b).
Para enfrentar tais desigualdades, algumas iniciativas governamentais têm sido
implementadas nos últimos anos, como os programas “Wi-Fi Brasil”, “Computadores para Inclusão” e
“Escolas Conectadas”, que buscam ampliar o acesso gratuíto à internet e à tecnologia em comunidades
carentes (Brasil, 2025). Mais recentemente, o programa "Internet Brasil", distribui chips com pacotes
de dados para estudantes e suas famílias, promovendo a conectividade em regiões vulneráveis (Brasil,
2025). Além disso, o Novo PAC, lançado em 2023, reforça esse compromisso ao incluir o eixo "Inclusão
Digital e Conectividade", com investimentos destinados as escolas públicas e regiões remotas e à
expansão do 5G (Brasil, 2024).
Apesar desses avanços, persistem obstáculos significativos. A falta de infraestrutura adequada,
a escassez de dispositivos tecnológicos e a carência de capacitação digital ainda limitam a efetividade
das políticas implementadas. Além disso, a exclusão digital de pessoas com deficiência permanece um
desafio crítico, exigindo a adoção de medidas que garantam acessibilidade plena às TICs (Hand Talk,
2025).
A inclusão digital, portanto, ultrapassa a dimensão técnica do acesso à internet: trata-se de um
processo fundamental para a promoção da cidadania, da democratização da educação, à inserção no
mercado de trabalho e participação social. Nesse sentido, uma inclusão digital efetiva exige políticas
articuladas que considerem as desigualdades sociais e regionais, envolvendo esforços do governo,
sociedade civil e setor privado.
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Diante desse contexto, este artigo tem como objetivo analisar o papel das políticas de
informação no Brasil na promoção da inclusão digital. Especificamente, busca: i) examinar as principais
políticas públicas voltadas para a inclusão digital; ii) identificar os avanços, limites e obstáculos
enfrentados em sua implementação; e iii) refletir sobre estratégias que possam consolidar uma
inclusão digital efetiva e equitativa. A análise será enriquecida pelo recorte regional da Bahia e de
Sergipe, estados nordestinos que representam, respectivamente, um polo de políticas e pesquisas
consolidadas e uma realidade mais desafiadora em termos de infraestrutura. Esse contraste permite
compreender de forma mais ampla os avanços e limites das políticas contemporâneas de inclusão
digital no país.
2 POLÍTICAS DE INCLUSÃO DIGITAL NO BRASIL
2.1 Conceitos e Dimensões da Inclusão Digital
As políticas públicas de inclusão digital no Brasil têm se configurado como um campo
estratégico para diminuir desigualdades e promover o exercício da cidadania em um contrexto cada
vez mais mediado pelas tecnologias digitais. Elas buscam reduzir o abismo entre os indivíduos que
possuem acesso a tecnologias e os que permanecem excluídos, promovendo iniciativas que ampliam
a conectividade, fortalecem a alfabetização digital e fomentam a criação de centros de acesso público
à tecnologia.
Entretanto, apesar dos avanços, ainda persistem desafios estruturais significativos, como a
desigualdade no acesso à internet, a insuficiência da infraestrutura em áreas rurais e periféricas e a
falta de capacitação para uso crítico das TICs.
A inclusão digital, conforme conceituada por Nemer (2021) e Bezerra (2020), não se limita ao
acesso físico a computadores e à internet, mas envolve dimensões mais amplas, como o letramento
digital, a competência crítica em informação e a participação cidadã. O conceito de competência crítica
em informação propõe que os indivíduos não apenas consumam informação, mas também a analisem,
interpretem e a utilizem de forma consciente, promovendo transformações sociais e garantindo o
exercício pleno da cidadania digital (Bezerra, 2020).
A literatura sobre inclusão digital no Brasil destaca a importância de políticas públicas
integradas, capazes de articular acesso físico, capacitação e desenvolvimento de habilidades críticas.
Han (2022) enfatiza que a digitalização da sociedade transforma dispositivos digitais em instrumentos
de participação política, mas que a desigualdade de acesso e o baixo nível de letramento informacional
podem reproduzir exclusões históricas. Assim, a inclusão digital deve ser compreendida como processo
multidimensional, envolvendo infraestrutura tecnológica, formação educacional e práticas sociais.
2.2 Histórico das Políticas de Inclusão Digital no Brasil
A inclusão digital no Brasil está intrinsecamente ligada à evolução das TICs e à implementação
de políticas públicas que assegurem o acesso a essas tecnologias. Desde a popularização da internet
nos anos 1990, o país enfrentou o desafio de democratizar o uso de ferramentas digitais em um
contexto de desigualdade social e territorial.
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Nos anos 2000, iniciativas como o programa "Computador para Todos" facilitaram o acesso a
computadores mediante pagamento parcelado, enquanto a expansão de telecentros comunitários
buscou promover conectividade em comunidades de baixa renda (Nemer, 2021).
Mais recentemente, programas como “Wi-Fi Brasil”, “Computadores para Inclusão”, “Escolas
Conectadas” e “Internet Brasil” têm buscado ampliar a conectividade em regiões vulneráveis, reduzir
o custo de acesso à tecnologia e promover inclusão digital em escolas públicas (Brasil, 2024; 2025). O
Novo PAC (2023) reforça esse compromisso ao incluir o eixo “Inclusão Digital e Conectividade”, com
investimentos em escolas, áreas remotas e na expansão do 5G.
A consolidação da inclusão digital no Brasil também está relacionada a um conjunto de marcos
normativos que consolidam o arcabouço jurídico no uso das TICs. Dentre eles destacam-se:
A Lei de Acesso à Informação LAI (Lei 12.527/2011): assegura o direito de todo cidadão
de acessar informações públicas, promovendo transparência e participação social. Quando articulada
com políticas de inclusão digital, a LAI contribui para o letramento digital e para o desenvolvimento de
competências informacionais, permitindo que cidadãos interpretem, utilizem e compartilhem
informações de forma consciente (Brasil, 2011).
O Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014): estabelece direitos, deveres e princípios para
o uso da internet, considerando-a essencial à cidadania digital. O Capítulo IV da lei enfatiza a
responsabilidade do poder público em garantir acesso universal à rede, promover educação digital,
proteger dados e estimular inovação tecnológica, fortalecendo a democratização da informação
(Brasil, 2014).
A Política Nacional de Educação Digital PNED (Lei 14.533/2023): estrutura-se em quatro
eixos Inclusão Digital, Educação Digital Escolar, Capacitação e Especialização Digital, e Pesquisa e
Desenvolvimento em TICs. A lei reforça a educação como vetor central da inclusão digital, buscando
desenvolver competências técnicas e críticas que permitam aos cidadãos utilizar a informação de
forma autônoma e reflexiva (Brasil, 2023).
2.3 Perspectivas Teóricas e Desafios Atuais
O regime de informação, como proposto por Bezerra (2020), representa o contexto
sociotécnico em que a informação é produzida, disseminada e utilizada. No contexto brasileiro, essa
abordagem permite analisar como políticas públicas e práticas educativas interagem para reduzir
desigualdades no acesso à informação e no uso das TICs.
Estudos recentes indicam que a inclusão digital deve ser abordada de forma contextualizada,
considerando fatores regionais, culturais e socioeconômicos. Iniciativas pontuais de acesso a
tecnologia podem gerar impactos limitados se não forem acompanhadas de programas educativos
voltados ao desenvolvimento de competências críticas, reflexivas e éticas na utilização da informação
(Nemer, 2021; Han, 2022).
Nesse sentido, compreender as políticas de inclusão digital exige olhar não apenas para os
números de conectividade, mas também para a qualidade e profundidade da apropriação tecnológica.
Esse olhar permite identificar os avanços conquistados no Brasil e, ao mesmo tempo, destacar os
limites ainda presentes, sobretudo em regiões marcadas por desigualdades estruturais.
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É nesse ponto que a análise dos contextos específicos da Bahia e de Sergipe se torna
fundamental, pois possibilita observar como políticas nacionais são reinterpretadas e aplicadas em
realidades regionais distintas.
Além das legislações nacionais, é importante destacar como instituições de ensino superior e
técnico consolidam em seus planos de desenvolvimento institucional (PDI) diretrizes alinhadas à
inclusão digital. O Instituto Federal de Sergipe (IFS), por exemplo, contempla em sua Política de
Assistência Estudantil a garantia de acesso equitativo às tecnologias digitais por meio de laboratórios
de informática, internet em espaços comuns e tecnologias assistivas para pessoas com deficiência (IFS,
2023). Tais medidas demonstram um compromisso formal da instituição em reduzir desigualdades
tecnológicas no ambiente acadêmico, reforçando o papel das políticas institucionais como extensões
concretas da legislação nacional e como instrumentos essenciais para a efetividade da cidadania
digital.
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Trata-se de uma pesquisa de caráter básico, orientada para a produção de conhecimento novo
e relevante para o avanço da Ciência da Informação, sem aplicação prática imediata, mas com forte
contribuição teórica e crítica (Prodanov & Freitas, 2013).
A abordagem é qualitativa, pois busca compreender os significados e interpretações atribuídos
às políticas de inclusão digital, considerando o contexto social, político e histórico em que estão
inseridas. A pesquisa qualitativa, segundo Minayo (2013), possibilita a apreensão da realidade em sua
complexidade, privilegiando a profundidade da análise sobre a amplitude dos dados.
O método adotado foi a análise documental, que permite examinar registros oficiais, textos
normativos e relatórios institucionais como fontes primárias de investigação. Conforme Cellard (2012),
esse procedimento técnico possibilita identificar a gênese, a intencionalidade e os efeitos de
documentos que expressam políticas sociais. Na mesma perspectiva, Flick (2009) destaca que a análise
documental é fundamental em pesquisas qualitativas por possibilitar a triangulação entre fontes
escritas, discursos e práticas sociais.
Foram examinados documentos normativos e relatórios governamentais, incluindo o Marco
Civil da Internet, a LAI e a Política Nacional de Educação Digital (PNED). A análise documental permitiu
avaliar a implementação das políticas públicas, identificar os avanços obtidos e reconhecer os limites
estruturais e sociais que ainda dificultam uma inclusão digital plena e efetiva.
A análise documental seguiu os procedimentos de exploração do material, categorização
temática e interpretação contextual (Bardin, 2016), de modo a identificar os avanços, os limites
estruturais e os desafios sociais relacionados à inclusão digital no Brasil.
Este procedimento técnico possibilita compreender a articulação entre legislação, políticas
públicas e práticas sociais, bem como avaliar de que forma os dispositivos legais influenciam o acesso,
o uso e a apropriação crítica da informação em ambientes digitais.
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4 AVANÇOS E LIMITES DA INCLUSÃO DIGITAL NO BRASIL
Apesar das conquistas legais e programáticas, a inclusão digital no Brasil enfrenta limitações
estruturais e sociais. A precariedade da infraestrutura tecnológica em áreas rurais e remotas
compromete a efetividade de políticas públicas que buscam universalizar o acesso às TICs.
Comunidades periféricas e povos indígenas continuam à margem da conectividade plena, o perpetua
desigualdades históricas. Além disso, o analfabetismo funcional e digital persistem como barreiras
significativas, mesmo com acesso às tecnologias, muitos indivíduos não possuem habilidades
suficientes para interpretar dados, buscar informações públicas e participar ativamente de processos
digitais.
Programas educativos voltados à competência crítica em informação, conforme Bezerra
(2020), indicam que a alfabetização digital isolada é insuficiente. É necessário integrar o conceito de
regime de informação que compreende o contexto de produção e disseminação do conhecimento
com a competência crítica, permitindo aos cidadãos analisar informações, reconhecer
desigualdades e utilizar a informação para transformação social.
A resistência ao uso de tecnologias, sobretudo entre populações idosas e com menor
escolaridade, é outro fator que limita o alcance da inclusão digital. As diferenças geracionais revelam-
se decisivas: enquanto jovens tendem a adotar rapidamente ferramentas digitais, pessoas mais velhas
apresentam dificuldades de adaptação ou até rejeição às práticas digitais. A exclusão cultural e
econômica também interfere: em comunidades de baixa renda, mesmo quando infraestrutura
mínima, a ausência de letramento digital perpetua o ciclo de exclusão (Nemer, 2021).
Han (2022, p.32) observa que a “democracia em tempo real digital” transforma smartphones
em parlamentos móveis, promovendo debates contínuos e ampliando a esfera pública digital.
Entretanto, esse potencial democrático é efetivo para quem tem acesso pleno às tecnologias. Os
grupos mais vulneráveis, frequentemente marginalizados social e economicamente, enfrentam
obstáculos de acesso e uso qualificado das TICs. Assim, os mesmos instrumentos que poderiam
fortalecer a cidadania podem, paradoxalmente, reforçar desigualdades já existentes.
A análise de políticas e práticas de inclusão digital exige considerar as experiências locais, uma
vez que as desigualdades regionais no Brasil impõem condições distintas de acesso e apropriação das
tecnologias da informação e comunicação (TICs). A seguir, serão apresentados dois estudos de caso: a
Bahia e Sergipe, ambos com trajetórias distintas, mas reveladoras quanto ao impacto das políticas
públicas e institucionais sobre o acesso à informação.
4.1 Estudos de Caso - Bahia
A Bahia apresenta-se como um polo relevante no cenário da inclusão digital, tanto pela
infraestrutura tecnológica instalada quanto pelas iniciativas institucionais voltadas à democratização
da informação. A Rede Metropolitana de Salvador (Remessa), coordenada pela Rede Nacional de
Ensino e Pesquisa (RNP), conecta universidades e institutos federais por meio de fibra óptica de alta
velocidade, garantindo suporte essencial para atividades de ensino, pesquisa e extensão digital. Entre
as instituições beneficiadas, destacam-se a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade do
Estado da Bahia (UNEB), o Instituto Federal da Bahia (IFBA) e o Instituto Federal Baiano (IF Baiano),
todas com histórico de atuação em projetos de inclusão digital e letramento informacional (Remessa,
2017).
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Na capital, Salvador, destaca-se o projeto “Onda Solidária de Inclusão Digital” vinculado à
UFBA, que desde os anos 2000 atua em comunidades vulneráveis promovendo oficinas de software
livre, cursos de informática e práticas de cidadania digital. Trata-se de uma experiência de extensão,
iniciada no bairro do Pirajá, em Salvador, que articula ensino, pesquisa e engajamento comunitário,
constituindo um exemplo consolidado de inclusão digital baseada em tecnologias sociais, além de
promover um resgate da identidade cultural e histórica local (Santos, Lima & Cruz, 2008).
Outro exemplo relevante é a iniciativa das Tendas Virtuais, implementada pela UFBA
durante a pandemia da Covid-19, voltada a oferecer infraestrutura tecnológica com computadores e
internet para estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A ação buscou assegurar a
permanência acadêmica e minimizar a exclusão digital no contexto do ensino remoto emergencial
(UFBA, 2021).
Além disso, pesquisas acadêmicas desenvolvidas na UFBA evidenciam avanços e limitações das
políticas de inclusão digital, especialmente no campo da formação docente e do uso de TICs em
contextos escolares, reforçando o papel da universidade como polo de produção de conhecimento
crítico (Costa, 2007).
No interior, o IFBA e o IF Baiano contribuem com a criação de laboratórios de informática
abertos à comunidade e projetos de capacitação em software livre, destacando o caráter
descentralizado das ações de inclusão digital (IF Baiano, 2017). Tais experiências revelam o esforço das
instituições em articular políticas públicas federais (como a Política Nacional de Educação Digital) com
as necessidades locais, ampliando a rede de oportunidades para populações vulneráveis.
Complementando as iniciativas universitárias, a Bahia possui uma longa tradição em políticas
de leitura e promoção de bibliotecas públicas. A Fundação Pedro Calmon coordena o Sistema Estadual
de Bibliotecas Públicas, implementando políticas que ampliam o acesso à informação e à leitura, além
de oferecer programas de capacitação de mediadores de leitura e gerenciar a Biblioteca Virtual do
Estado da Bahia. A Biblioteca Central do Estado da Bahia (BCEB), por sua vez, oferece acesso gratuito
a computadores e oficinas de informática para diferentes públicos, destacando-se como polo de
inclusão digital em Salvador (Santana, 2017).
No contexto comunitário, bibliotecas como a Biblioteca Comunitária Paulo Freire, no bairro de
Itacaranha, proporcionam acesso à internet, cursos de informática e atividades culturais, fortalecendo
a cidadania digital local (Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias, 2020).
A Prefeitura de Salvador, por meio da Fundação Gregório de Mattos, apoia essas iniciativas
através de editais como o “Caminhos da Leitura”, que visam ampliar o alcance das bibliotecas
comunitárias (Fundação Gregório de Mattos, 2025). Complementarmente, a plataforma digital
“Caminhos Digitais da Leitura” disponibiliza obras literárias online para estudantes da rede pública
municipal, promovendo a democratização do acesso à leitura e incentivando a leitura digital (Educa
mais Brasil, 2018).
Essas iniciativas, somadas à infraestrutura da Remessa, consolidam a Bahia como um
ecossistema híbrido de inclusão digital, no qual bibliotecas públicas, universidades e institutos federais
atuam de maneira complementar. O caso baiano demonstra que a articulação entre infraestrutura
tecnológica, políticas institucionais e práticas educativas é essencial para enfrentar desigualdades
regionais e promover cidadania digital de forma sustentável.
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A Bahia se destaca no cenário nacional por sua longa tradição em políticas de leitura e
promoção de bibliotecas públicas, evidenciada por instituições como a Fundação Pedro Calmon e o
Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas. Programas governamentais, como o Plano Nacional do Livro
e da Leitura (PNLL), m contribuído para consolidar um ecossistema de acesso à informação e
incentivo à leitura. Em Salvador, observa-se a implementação de bibliotecas públicas digitais e
comunitárias, que funcionam como polos de inclusão digital e educação informacional.
Destaca-se também, o programa Conecta Bahia tem desempenhado um papel central na
democratização do acesso à internet. Lançado em 2024, o programa visa instalar até 1.500 pontos de
internet gratuita em praças e prédios públicos, com foco em áreas rurais, comunidades quilombolas e
povos originários. Até o momento, foram implementados 375 pontos em 180 municípios,
beneficiando diretamente populações historicamente marginalizadas (A tarde, 2024).
Além disso, iniciativas como os Centros Digitais de Cidadania (CDCs), em funcionamento desde
2023, oferecem acesso gratuito a computadores e internet, promovendo a alfabetização digital e o
acesso a serviços públicos online em diversas localidades do estado .
Essas ações demonstram que a Bahia possui experiências robustas e diversificadas de inclusão
digital, tanto em sua capital quanto em contextos comunitários e escolares, consolidando um campo
fértil para análise das relações entre políticas públicas, tecnologia e cidadania informacional.
4.2 Estudos de Caso - Sergipe
O estado de Sergipe apresenta um contexto diferenciado, no qual as iniciativas de inclusão
digital, embora mais restritas em alcance, têm elevado impacto social. O Instituto Federal de Sergipe
(IFS) desempenha papel central nesse processo, com destaque para o Projeto de Recondicionamento
de Computadores, que transforma o instituto em um polo de recuperação e redistribuição de
equipamentos tecnológicos a comunidades vulneráveis. Reconhecida pelo Governo Federal, a
iniciativa contribui tanto para a sustentabilidade tecnológica quanto para a democratização do acesso
digital (IFS, 2024).
Outra frente relevante é o Programa de Bolsas de Inclusão Digital, no qual estudantes do IFS
atuam em comunidades periféricas e rurais para disseminar práticas de letramento digital e ampliar a
conectividade social (IFS, 2024). Complementarmente, o instituto desenvolve cursos de informática
para a terceira idade, promovendo cidadania tecnológica e reduzindo desigualdades geracionais no
acesso às TICs (IFS, s.d.).
Outra iniciativa de destaque no estado é o Programa Federal Mulheres Mil, implementado em
parceria pelo IFS e a Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Seel). O projeto visa promover o
empoderamento feminino, a inclusão social e digital, além de gerar oportunidades de empregabilidade
e empreendedorismo para mulheres em situação de vulnerabilidade. Atualmente, cerca de 2 mil
mulheres em 25 municípios sergipanos são beneficiadas, abrangendo comunidades quilombolas,
indígenas, camponesas, marisqueiras, populações de rua e atendidas por centros de referência à
violência (IFS, 2024).
O programa oferece cursos variados escolhidos pelas participantes, incluindo formação em
informática, empreendedorismo, cuidados de saúde da mulher e capacitação em prevenção bucal e
nutricional, com certificação emitida pelo IFS. Além disso, ações complementares envolvem a doação
de uniformes e roupas customizadas em parceria com a Energisa e a Receita Federal, bem como a
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redistribuição de equipamentos eletrônicos, como celulares e TVBOX, transformados em materiais
educativos para inclusão digital. Um dos diferenciais do projeto é o legado estrutural deixado às
instituições parceiras: os laboratórios de informática criados para os cursos permanecem nas
unidades, ampliando a capacidade local de acesso à tecnologia e continuidade das ações educativas
(Sergipe, 2025a).
O Mulheres Mil representa, assim, um modelo de articulação entre governo, universidade e
comunidade, reforçando estratégias de inclusão digital e social, promovendo autonomia e
fortalecendo a participação das mulheres nos espaços produtivos e tecnológicos do estado.
No âmbito universitário, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) tem implementado políticas
institucionais voltadas à inclusão digital de estudantes de baixa renda, por meio de programas
vinculados ao Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), que oferecem auxílios para acesso à
internet e aquisição de equipamentos tecnológicos (UFS, 2020). Adicionalmente, o projeto
Universidade Conectada e os laboratórios comunitários em cidades do interior proporcionam a
estudantes e escolas públicas acesso a tecnologias digitais, consolidando a universidade como polo de
inclusão digital. Pesquisas acadêmicas da UFS também analisam criticamente políticas educacionais
voltadas à inserção de TICs em escolas de Aracaju e região, identificando avanços e entraves na
implementação de programas nacionais como ProInfo e Educação Conectada (UFS, 2025).
Além das iniciativas conduzidas pelo IFS e pela UFS, o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas
(SEBP-SE) tem desempenhado um papel estratégico para a inclusão digital. Vinculado à Biblioteca
Pública Estadual Epiphanio Dória, em Aracaju, o sistema não apenas fortalece o acesso à leitura, mas
também investe na informatização de acervos, no suporte técnico às bibliotecas municipais e
comunitárias e na modernização dos espaços, garantindo ambientes mais interativos e digitais.
As capacitações oferecidas pelo SEBP-SE abrangem desde a contação de histórias até a
utilização de recursos tecnológicos e organização de atividades culturais mediadas por TICs, o que
demonstra que as bibliotecas em Sergipe vêm ampliando sua função social para além da promoção do
livro, atuando como centros de acesso à informação, formação digital e inclusão cidadã (Sergipe,
2025b).
Outro iniciativa de destaque é a Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA),
também conhecida como Planetário Galileu Galilei, tem sido um ponto de referência na promoção da
educação científica e tecnológica.
Inaugurada em 2009, a CCTECA oferece atividades interativas e educativas, como observações
astronômicas e experimentos científicos, com o objetivo de democratizar o acesso ao conhecimento e
estimular o interesse pela ciência entre estudantes e a comunidade em geral . Recentemente, a
instituição tem buscado integrar tecnologias digitais em suas atividades, ampliando o alcance e a
eficácia de seus programas educacionais (Santos, 2015).
Esses exemplos evidenciam que, mesmo diante das limitações de infraestrutura e das
desigualdades entre capital e interior, Sergipe vem construindo estratégias institucionais criativas e
socialmente relevantes. A articulação entre universidades, institutos federais e comunidades locais
demonstra o potencial de programas de inclusão digital para reduzir desigualdades, promover
cidadania tecnológica e fortalecer a formação educacional na região.
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A análise conjunta dos casos da Bahia e de Sergipe evidencia contrastes e complementaridades
relevantes no campo da inclusão digital. Enquanto a Bahia apresenta um ecossistema mais
estruturado, articulando universidades, institutos federais e bibliotecas públicas em rede de alcance
estadual, Sergipe se destaca por ações de caráter mais focalizado, com forte impacto social em
comunidades vulneráveis e grupos historicamente marginalizados, como mulheres, idosos e
populações rurais.
De um lado, observa-se a Bahia investindo em infraestrutura tecnológica robusta, projetos de
extensão universitária e políticas de leitura digital; de outro, Sergipe aposta em programas de
empoderamento social e iniciativas sustentáveis de reuso tecnológico. Essa comparação demonstra
que diferentes estratégias podem se complementar na construção de uma cidadania digital mais
inclusiva, unindo a força institucional de grandes redes acadêmicas ao potencial transformador de
projetos sociais voltados a públicos específicos.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise dos estudos de caso da Bahia e de Sergipe demonstra que a inclusão digital no Brasil
se constrói a partir de estratégias diversas, moldadas pelas especificidades regionais. Na Bahia,
observa-se um modelo estruturado em rede, no qual universidades, institutos federais e bibliotecas
públicas atuam de forma articulada para expandir infraestrutura tecnológica, fomentar projetos de
extensão e consolidar políticas de leitura e cidadania digital. em Sergipe, predominam ações com
forte impacto comunitário e social, como o recondicionamento de computadores, o programa
Mulheres Mil e a modernização de bibliotecas via SEBP-SE, voltadas à redução das desigualdades e ao
empoderamento de grupos vulneráveis.
Esses contrastes revelam que, embora distintos, os modelos não são excludentes, mas
complementares: a robustez institucional e tecnológica baiana pode dialogar com a capilaridade social
das ações sergipanas, oferecendo pistas para políticas mais integradas e eficazes. Nesse sentido, a
inclusão digital deve ser entendida não apenas como expansão da conectividade, mas como processo
de formação crítica, de ampliação do acesso à informação e de fortalecimento da cidadania
tecnológica.
Para avanços futuros, torna-se fundamental investigar de maneira mais aprofundada os
impactos concretos dessas iniciativas em comunidades vulneráveis, bem como enfrentar desafios
persistentes, como as desigualdades regionais, as lacunas de infraestrutura em áreas rurais e as
barreiras culturais no uso das TICs. Essa abordagem pode orientar políticas públicas mais efetivas,
capazes de articular inovação tecnológica, práticas educativas e participação social, consolidando um
projeto de cidadania digital inclusiva e sustentável.
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