Revista EDICIC, San José (Costa Rica), v.25, e-6029, p.1-16, 2025. ISSN: 2236-5753
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alinhamento das práticas informacionais às estratégias organizacionais. Gil (2011) reforça que esse
profissional precisa desenvolver competências que o tornem capaz de transformar dados e
informações em conhecimento útil e aplicável.
Dessa forma, as proposições para o bibliotecário contemporâneo envolvem não apenas sua
adaptação às mudanças tecnológicas, mas, sobretudo, seu protagonismo como mediador do
conhecimento. Com o domínio de técnicas e ferramentas adequadas, ele contribui significativamente
para a qualidade dos serviços prestados pelas unidades de informação, impactando na construção de
uma sociedade mais informada, crítica e participativa. Assim, o bibliotecário do presente e do futuro
deve ser estratégico, proativo e preparado para atuar de forma multifacetada, assumindo funções que
ultrapassam as fronteiras tradicionais da Biblioteconomia.
Dando continuidade às proposições para o bibliotecário contemporâneo, é fundamental
compreender que a atuação desse profissional está diretamente conectada à eficiência dos fluxos
informacionais e à capacidade de transformar dados em conhecimento relevante para os usuários e
para a organização. O bibliotecário, nesse novo contexto, assume um papel decisivo na mediação da
informação, integrando diferentes áreas do saber, alinhando-se às políticas institucionais e
contribuindo com os processos de inovação.
Belluzzo (2016) destaca que o bibliotecário deve ser capaz de interpretar o ambiente
informacional de forma crítica e estratégica, adotando uma postura ativa frente às mudanças que
ocorrem tanto nas tecnologias quanto nos perfis dos usuários. Essa postura demanda, além do
domínio técnico, competências gerenciais, visão sistêmica e sensibilidade para lidar com questões
éticas, sociais e culturais da informação.
Nesse sentido, o bibliotecário contemporâneo passa a atuar como gestor do conhecimento
dentro das organizações, sendo capaz de identificar, mapear e organizar o conhecimento tácito e
explícito, transformando-o em um recurso estratégico. A valorização da informação como ativo
organizacional demanda que o bibliotecário desenvolva competências em gestão de pessoas,
planejamento, liderança e trabalho colaborativo, como apontam Maximiano (2008) e Gil (2011).
Outra dimensão importante envolve a capacidade do bibliotecário de utilizar tecnologias de
forma crítica e eficaz. Não se trata apenas de conhecer ferramentas digitais, mas de saber aplicá-las
estrategicamente em benefício dos objetivos da unidade de informação e das necessidades dos
usuários. Isso implica atuar em ambientes virtuais, desenvolver ações de curadoria digital, utilizar
softwares de gestão do conhecimento e adotar métricas de avaliação para tomada de decisão baseada
em evidências.
Rungo, Valentim e Damian (2025) chamam atenção para o fato de que a atuação do
bibliotecário está cada vez mais voltada à inovação e ao empreendedorismo informacional. Isso
significa que o profissional precisa identificar oportunidades, propor soluções inovadoras e antecipar
tendências, posicionando-se como um agente transformador nas instituições em que atua. Essa
abordagem inovadora exige abertura ao novo, espírito crítico, e sobretudo, uma formação sólida e
contínua, que acompanhe as transformações da sociedade da informação.
Além disso, o bibliotecário contemporâneo também se insere em uma lógica de atuação que
ultrapassa os limites das bibliotecas tradicionais. Conforme Rungo, Valentim e Damian (2025), esse
profissional pode atuar em espaços como empresas privadas, centros de pesquisa, consultorias,
ambientes virtuais de aprendizagem, editoras, startups de tecnologia e redes interorganizacionais. Isso