Revista EDICIC, San José (Costa Rica), v.25, e-6036, p.1-17, 2025. ISSN: 2236-5753
Este documento tiene licencia bajo la Creative Commons Attribution 4.0 International.
O sujeito informacional no contexto da Ciência da Informação: perspectivas
epistemológicas a partir da relação sujeito-informação-realidade
Eliany Alvarenga de Araújo, Universidade Federal de Goiás (UFG), Brasil,
https://orcid.org/0000-0001-9812-9707
Rubem Borges Teixeira Ramos, Universidade Federal de Goiás (UFG), Brasil,
https://orcid.org/0000-0002-0866-7673
DOI: https://doi.org/10.62758/re.306
RESUMO
Este trabalho objetiva analisar pressupostos conceituais sobre o sujeito informacional, a partir de
desenvolvimentos teóricos de pesquisas brasileiras (dissertações de mestrado e teses de doutorado)
na área de Ciência da Informação, selecionadas no acervo da Biblioteca Digital de Dissertações de
Teses, no período de 1998/2024. Em um segundo momento analítico, apresenta cinco princípios que
podem colaborar na definição de pressupostos epistemológicos para a Ciência da Informação. Esta
pesquisa se classifica como exploratória e bibliográfica, pois se estrutura a partir de revisão de
literatura sistemática em termos da coleta, organização e análise de dados. Os pressupostos
conceituais analisados sobre o sujeito informacional salientam que este é um sujeito sociocognitivo,
que se relaciona intensamente com a informação, por meio das práticas informacionais de busca, uso,
geração, compartilhamento e interação. Neste intenso processo de atribuição e compartilhamento de
significados, este sujeito relaciona suas necessidades informacionais aos contextos sócio-históricos
vivenciados, bem como recorre a variados recursos sociocognitivos (linguagens, identidades,
memórias e valores culturais) para agir sobre a realidade mobilizando outros sujeitos e grupos sociais.
Em um segundo momento analítico, apresentam-se os cinco princípios que podem estruturar
pressupostos epistemológicos para a Ciência da Informação a partir destes pressupostos conceituais
sobre o sujeito informacional. Estes princípios são os seguintes: 1) Sujeito informacional como sujeito
do conhecimento; 2) Centralidade dos contextos sócio-históricos e situações vivenciadas pelo sujeito
informacional; 3) Informação como processo discursivo antagônico no sentido em que pode gerar
simultaneidades; 4) Presença e fortalecimento de barreiras informacionais que dificultam/impedem a
efetivação da informação como recurso de conhecimento crítico; 5) Fortalecmento da Ética da
informação que contemple a longa tradição deste campo de estudos, bem como, incorpore as novas
tecnologias de informação, em especial a aplicação de inteligência artificial nos processos de busca,
recuperação, acesso e uso crítico da informação. Considera-se que estes princípios podem auxiliar a
constituição de uma perspectiva epistemológica contemporânea para a Ciência da Informação.
Palavras-Chave: Sujeito Informacional; Práticas Informacionais; Ciência da Informação-Epistemologia;
Barreiras Informacionais; Ética da Informação.
El sujeto informacional en el contexto de las Ciencias de la Información: perspectivas
epistemológicas a partir de la relación sujeto-información-realidad.
RESUMEN
Revista EDICIC, San José (Costa Rica), v.25, e-6036, p.1-17, 2025. ISSN: 2236-5753
Este documento tiene licencia bajo la Creative Commons Attribution 4.0 International.
Este trabajo tiene como objetivo analizar los supuestos conceptuales sobre el sujeto informacional,
con base en desarrollos teóricos de la investigación brasileña (disertaciones de maestría y tesis
doctorales) en el campo de la Ciencia de la Información, seleccionados de la Biblioteca Digital de
Disertaciones y Tesis, en el período 1998/2024. En un segundo momento analítico, presenta cinco
principios que pueden contribuir a la definición de supuestos epistemológicos para la Ciencia de la
Información. Esta investigación se clasifica como exploratoria y bibliográfica, ya que se estructura a
partir de una revisión sistemática de la literatura en términos de recopilación, organización y análisis
de datos. Los supuestos conceptuales analizados sobre el sujeto informacional destacan que este es
un sujeto sociocognitivo, que se relaciona intensamente con la información a través de las prácticas
informacionales de búsqueda, uso, generación, intercambio e interacción. En este intenso proceso de
asignación y compartición de significados, este sujeto relaciona sus necesidades informativas con los
contextos sociohistóricos que experimenta, así como recurre a diversos recursos sociocognitivos
(lenguajes, identidades, memorias y valores culturales) para actuar sobre la realidad, movilizando a
otros sujetos y grupos sociales. En un segundo momento analítico, se presentan cinco principios que
pueden estructurar presupuestos epistemológicos para la Ciencia de la Información a partir de estos
presupuestos conceptuales sobre el sujeto informacional. Estos principios son los siguientes: 1) El
sujeto informacional como sujeto de conocimiento; 2) Centralidad de los contextos y situaciones
sociohistóricas experimentadas por el sujeto informacional; 3) La información como proceso discursivo
antagónico en el sentido de que puede generar simultaneidades; 4) Presencia y fortalecimiento de
barreras informativas que dificultan/impiden el uso efectivo de la información como recurso para el
conocimiento crítico; 5) Fortalecer la Ética de la Información, que abarca la larga tradición de este
campo de estudio, así como la incorporación de las nuevas tecnologías de la información,
especialmente la aplicación de la inteligencia artificial en los procesos de búsqueda, recuperación,
acceso y uso crítico de la información. Se considera que estos principios pueden contribuir a la creación
de una perspectiva epistemológica contemporánea para las Ciencias de la Información.
Palabras-Clave: Sujeto Informacional; Prácticas Informacionales; Ciencias de la Información-
Epistemología; Barreras Informacionales; Ética de la Información.
The informational subject in the context of Information Science: epistemological
perspectives based on the subject-information-reality relationship.
ABSTRACT
This paper aims to analyze conceptual assumptions about the informational subject, based on
theoretical developments from Brazilian research (master's dissertations and doctoral theses) in the
field of Information Science, selected from the Digital Library of Dissertations and Theses, in the period
1998/2024. In a second analytical moment, it presents five principles that can contribute to the
definition of epistemological assumptions for Information Science. This research is classified as
exploratory and bibliographic, as it is structured from a systematic literature review in terms of data
collection, organization, and analysis. The conceptual assumptions analyzed about the informational
subject highlight that this is a socio-cognitive subject, who relates intensely with information through
the informational practices of searching, using, generating, sharing, and interacting. In this intense
process of assigning and sharing meanings, this subject relates their informational needs to the socio-
historical contexts they experience, as well as resorting to various socio-cognitive resources
(languages, identities, memories, and cultural values) to act upon reality, mobilizing other subjects and
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social groups. In a second analytical moment, five principles are presented that can structure
epistemological assumptions for Information Science based on these conceptual assumptions about
the informational subject. These principles are as follows: 1) The informational subject as a subject of
knowledge; 2) Centrality of socio-historical contexts and situations experienced by the informational
subject; 3) Information as an antagonistic discursive process in the sense that it can generate
simultaneities; 4) Presence and strengthening of informational barriers that hinder/prevent the
effective use of information as a resource for critical knowledge; 5) Strengthening the Ethics of
Information that encompasses the long tradition of this field of study, as well as incorporating new
information technologies, especially the application of artificial intelligence in the processes of
searching, retrieving, accessing, and critically using information. It is considered that these principles
can help constitute a contemporary epistemological perspective for Information Science.
Keywords: Informational Subject; Informational Practices; Information Science-Epistemology;
Informational Barriers; Information Ethics.
1 INTRODUÇÃO
A relação entre os indivíduos e a informação sempre foi um dos interesses de estudos
desenvolvidos no âmbito da Ciência da Informação. Entretanto, neste século XXI, se registra uma
gradual transformação nas perspectivas e na literatura referentes a este tema. Essa transformação
tem conduzido a um esforço de reflexão conceitual, que opera sobre décadas de estudos promovidos
junto a esta área do conhecimento, na tentativa de melhor se entender como as pessoas se relacionam
com as informações, desde os primeiros ‘estudos de usos e usuários’, datando do final dos anos 1940
do século XX, culminando no conceito contemporâneo de ‘sujeito informacional’ (Araújo & Ramos,
2023).
Esta transformação conceitual reflete um pensamento central ainda mais complexo, tendo por
base tanto o paradigma social de Capurro (2003, 2010), que evoca a necessidade de se considerar o
meio, as influências e os diferentes papéis que os indivíduos desempenham juntamente com as
informações de que necessitam para lograrem êxito junto aos problemas que enfrentam, quer seja em
ambientes profissionais ou pessoais, como também Savonlainen (1995, 2007, 2008) e seu conceito de
práticas informacionais, em que defende o fato de que as relações que o sujeito estabelece com a
informação não devem ser oriundas exclusivamente de contextos acadêmicos ou profissionais, se
estendendo também a sua presença e participação ativa enquanto membro da sociedade, vivenciando
e experimentando nuances, contextos e experiências sociais e culturais, alinhada a reflexão
epistemológica estruturada a partir do paradigma social de Capurro (2003, 2010). Conforme este
autor, todo sistema de informação deve ser concebido dentro da estrutura de um grupo social
específico e para áreas específicas (Capurro, 2010).
Citando Cornelius (1996), Capurro (2010) considera que “cada pedaço de informação só é
informação se for entendido no contexto cultural em que está embalado, o que nos permite
interpretá-lo”. (pp. 260). Desta forma, a principal pergunta que a Ciência da Informação deve indagar
na atualidade é: a informação se destina ou serve para quem? “Em uma sociedade globalizada, onde
todos aparentemente comunicam tudo a todos, essa questão se torna crucial” (Capurro, 2010, pp.
261).
A partir destas considerações, se combinando os preceitos de Capurro (2003, 2010) e de
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Savolainen (1995, 2007, 2008), é possível se questionar: Que perspectivas epistemológicas podem ser
visualizadas para o campo de estudos de práticas informacionais, a partir da adoção do conceito
‘sujeito informacional’? Considera-se que as reflexões provocadas por esta indagação podem revelar
aspectos contemporâneos sobre a caracterização do indivíduo não apenas como um usuário da
informação, mas sendo encarado neste século XXI como um sujeito informacional, bem como das
possibilidades e limites da informação como recurso válido para a geração de conhecimento crítico e
responsável e de uma ética da informação que estimule tais dinâmicas. Visando responder a este
indagação, este estudo tem por objetivo identificar pressupostos conceituais sobre o sujeito
informacional em pesquisas brasileiras da área de Ciência da Informação.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
Estudos sobre o uso e os usuários de informação são uma realidade diversas décadas,
como afirmam Wilson (1981), Sanz-Casado (1994) e Teruel (2022). A este respeito, inclusive, é fato se
reconhecer que
Ao longo de meio século de história, é possível contar milhares de estudos que
investigaram as necessidades e os usos da informação em determinados grupos de
pessoas. Um amplo espectro de usuários da informação foi pesquisado, o que incluiu
cientistas, engenheiros, cidadãos de uma comunidade, grupos de interesse,
médicos, pacientes, pessoas com preocupações de saúde, executivos,
administradores, pequenos empresários, funcionários do governo, advogados,
acadêmicos, estudantes, usuários de bibliotecas (Choo, 2006, pp.67).
Dessa forma, se compreende que os estudos originais promovidos nesse momento inicial
receberam nomes variados, como ‘estudos de usuários’ ou ‘estudos de usos e usuários’, e se
orientavam por apresentar e identificar hábitos informativos de públicos em particular, como os
supracitados por Choo (2006).
Essa vertente original perdurou por 03 décadas, entre o final dos anos 1940 e o início dos anos
1970, quando se registram as primeiras mudanças junto a esses estudos de usuários, as quais
envolviam trabalhos de pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento, a combinação de técnicas
provenientes das ciências sociais com o enfoque quantitativo de pesquisa e as primeiras noções de
contexto e sua relevância para a compreensão da relação entre os indivíduos e a informação.
A próxima década se iniciou como uma repetição do que era até então promulgado nessa
temática, ou seja, “um conjunto de pesquisas que primava por investigar as transações realizadas entre
o usuário e a biblioteca, empregando para tanto um enfoque destacadamente quantitativo para a
análise e a interpretação dos dados obtidos”. (Araújo & Ramos, 2023, pp. 9). Contudo, a partir da
realização dessa constatação, se tornou possível melhorar e ampliar os conceitos vigentes, em
particular a partir do trabalho de Dervin & Nilan (1986), que consolida a existência de
[...] dois paradigmas um tradicional, voltado para o sistema de informação, que se
pautava por investigações de natureza quantitativa, sobremaneira baseando-se em
observações realizadas junto aos usuários e as relações que estes estabeleciam com
um ou mais sistemas de informação, e outro emergente, que se pauta por observar
este usuário e sua relação com a informação, empregando um viés oposto ao
anterior, de natureza qualitativa de estudos (Araújo & Ramos, 2023, pp.9).
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Esta constatação possibilita a mudança paradigmática a partir de meados dos anos 1980,
marcada pela valorização do ser humano, de seu raciocínio e de suas emoções quando se relaciona
com a informação, evidenciando assim a postura ativa do usuário, consciente não apenas de seu papel
mas também de que a informação deve ser construída de acordo com uma visão da situação que se
impõe e é vivida, além da aplicação de uma abordagem holística e uma tendência à utilização de
metodologias qualitativas. Em virtude dessas constatações, os estudos passam a ser conhecidos como
comportamento informacional.
A nova corrente de estudos permaneceu ativa de forma intocável por pelo menos uma década,
e até os dias atuais exerce influência sob diversos estudos empreendidos na Ciência da Informação,
como apontam Teruel (2022) e Araújo & Ramos (2023). No entanto, a partir de meados dos anos 1990,
se registra um terceiro momento de evolução paradigmática junto aos estudos envolvendo os
indivíduos e a informação, pautado dessa vez não de forma solene junto as causas, motivos, razões ou
necessidades subjetivas e cognitivas dos usuários em torno da informação, mas conferindo
importância destacada também as nuances situacionais, sociais, culturais e de contexto as quais
envolvem e fazem parte das suas vidas cotidianos.
Em grande medida, a justificativa para esta terceira mudança paradigmática recai sobre o
paradigma social de Capurro (2003, 2010), em que se reconhece a figura do usuário como sendo um
sujeito cognoscente, ao mesmo tempo em que leva em consideração a construção social dos processos
informativos, defendendo que
[...] uma consequência prática desse paradigma é o abandono da busca de uma
linguagem ideal para representar o conhecimento ou de um algoritmo ideal para
modelar a recuperação da informação a que aspiram o paradigma físico e o cognitivo
(Capurro, 2003, pp.s/paginação).
É notória a atenção conferida a partir desse momento na Ciência da Informação por estudos
que considerassem as perspectivas e os interesses dos indivíduos e das comunidades, sobremaneira
alinhados a sua inserção social e aos processos de apropriação, circulação e mediação da informação.
Alia-se a esta vertente os estudos de busca informacional promovidos por Savolainen (2007), que se
pautavam por uma revisão quanto ao caráter até então vigente de visão generalista e abrangente -
alusivas a um ‘guarda-chuva’ - deste tópico, culminando no conceito de práticas informacionais,
entendido como
[...] um conjunto de maneiras social e culturalmente estabelecidas para identificar,
buscar, usar e compartilhar as informações disponíveis em várias fontes, como
televisão, jornais e a Internet (Savolainen, 2008, pp.2, tradução nossa).
A partir dos conceitos expostos, se alcança uma dimensão contemporânea de estudos que pautam a
área de Ciência da Informação, com vieses mais voltados ao caráter sociológico e contextual dos
indivíduos em torno da informação. Nesse sentido, fatores sociais, políticos, econômico-financeiros,
culturais e informacionais, quer sejam individuais ou coletivos, devem ser levados em consideração
como parte integrante
[...] dos processos de formação dos significados socialmente partilhados, das fontes
ou recursos disponibilizados, das disputas existentes nas dinâmicas de produção,
registro, disseminação e uso da informação e do conhecimento (Achilles & Rocha,
2025, pp.3).
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Essencialmente, a compreensão que se chega a partir do conceito de práticas informacionais
é a de que os indivíduos são sujeitos ativos durante suas interações com as informações que buscam,
recuperam e destinam a uma ou mais finalidades. Porém, esse processo uma vez iniciado não deve ser
dissociado da realidade social e cotidiana da qual esses sujeitos são membros, uma vez que é junto a
elas que eles exercem seus papéis sociais, situados em múltiplos momentos ao longo dos dias, e
apresentando um emaranhado de “conexões sociais, econômicas, políticas e culturais que influenciam
suas atividades informacionais, cotidianas ou profissionais, e suas ações estruturam a realidade social,
em um movimento dialógico constante” (Achilles & Rocha, 2025, pp.6).
Tendo como realidade o avanço do paradigma social de Capurro (2003, 2010), combinado com
a visão de práticas informacionais trazida por Savolainen (2007, 2008), denota-se nas pesquisas em
Ciência da Informação um foco voltado agora para a promoção da interação dos indivíduos com o meio
social e técnico de que fazem parte ou se encontram inseridos. Dessa forma, os estudos provenientes
desse período abarcam temas que prezam a consideração tanto pelos sujeitos (pessoas ou entidades),
como pela informação, suas comunidades discursivas e a relação deles com o meio social e técnico,
em suas dimensões políticas, econômicas e culturais.
A esse público se confere a designação de sujeitos informacionais. O aumento de estudos
tendo por base esse viés e, consequentemente essa nomenclatura, não passou despercebido, sendo
constatado e compreendido em abordagens que retrataram tendências compatíveis com ela, como
[...] pela presença de estudos sobre usuários de informação em outros âmbitos além
dos cursos de graduação em Biblioteconomia, tais como a Arquivologia, a
Museologia e os Sistemas de Informação [...] mudança nas condições de participação
dos sujeitos que, com as possibilidades trazidas pelas novas tecnologias e pela
internet, vêm se tornando cada vez mais produtores e disseminadores de
informação. Mas o principal motivo que levou a tal ampliação foi o surgimento de
perspectivas de pesquisa que buscaram integrar o caráter individual e coletivo do
comportamento dos usuários, bem como sua inserção nos contextos socioculturais
(Araújo, 2013, p.2).
Toda essa evolução teórico-conceitual aqui retratada credita as perspectivas defendidas por
Cruz & Araújo (2020), e por Araújo & Ramos (2023), de que o termo ‘sujeito informacional’ não advém
de um coloquialismo ou modismo passageiro, mas como o resultado concreto da constatação de que
a expressão anteriormente utilizada, ‘usuários da informação’, não é mais capaz, de forma
integralmente satisfatória, de interpretar e representar o arcabouço epistemológico que envolve os
sujeitos, a informação, os contextos sócio-culturais e a experiência cotidiana vivida pelos sujeitos
nesses contextos, uma vez que, na visão desses autores, a mudança que essa terminologia trás
contempla consigo uma ampliação das perspectivas de pesquisas e próprio entendimento do indivíduo
e de como ele estabelece relações com a informação, considerando-se a multiplicidade de momentos,
formatos, campos e espaços, quer sejam físicos ou virtuais, para desempenharem suas funções, não
apenas de cunho acadêmico ou profissional, mas também envolvendo fatores como lazer, religião,
família, entretenimento, entre outros, que fazem parte da vida humana.
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A metodologia desta pesquisa se desenvolveu a partir das seguintes etapas: a) Delimitação do
campo de pesquisa; b) Definição da amostra; c) Classificação da pesquisa; d) Definição das técnicas
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utilizadas nas etapas de coleta, organização e análise dos dados coletados. Assim, temos que, o campo
de estudo desta pesquisa foi estruturado a partir de pesquisas (dissertações de mestrado e teses de
doutorado da área de Ciência da Informação) publicadas no Portal Biblioteca Digital Brasileira de Teses
e Dissertações-BDTD. Este portal foi concebido e é mantido pelo Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência Tecnologia (IBICT) no âmbito do Programa da Biblioteca Digital Brasileira (BDB), tendo o seu
lançamento oficial no final de 2002. Esta biblioteca digital integra e dissemina, em um portal de
busca, as teses e dissertações defendidas nas instituições brasileiras de ensino e pesquisa. O acesso a
essa produção científica é livre de quaisquer custos e o texto completo se encontra nas bases das
próprias instituições participantes.
A BDTD também reúne as informações de teses e dissertações defendidas por brasileiros em
instituições de ensino estrangeiras. Atualmente esta biblioteca digital conta com a colaboração de 20
instituições brasileiras de ensino superior e de pesquisa e tem 1.072.703 documentos em suas
coleções. A BDTD fornece as informações contidas nas bases de teses e dissertações das instituições
brasileiras participantes por meio de resumo, título, ano de defesa, autor, membros da banca,
orientador e link do documento abrigado na coleção que terá o texto completo da obra para realizar
o download, impressão e leitura. A partir destas informações, o critério que determinou a escolha
deste portal foi a relevância do acervo desta biblioteca digital, bem como, a facilidade de acesso e uso
efetivo de seu acervo.
Esta pesquisa classifica-se como exploratória em termos de seus objetivos e bibliográfica a
partir de seus procedimentos técnicos. De forma específica, constitui-se em uma revisão sistemática
de literatura, a partir do campo de pesquisa delimitado. Os critérios do protocolo de seleção dos textos
utilizados foram os seguintes: a) presença dos termos “sujeito informacional” e/ou “sujeitos
informacionais” nos campos de busca: título e resumo; b)presença nos textos selecionados de
conceitos e definições relativas a estes termos. A partir destes critérios, a amostra final foi composta
por 9 pesquisas (5 dissertações de mestrado e 4 teses de doutorado). Este levantamento foi realizado
em março de 2025 e cobriu o período de 1998/2024. Vale salientar que o ano de 1998 demarca o
primeiro registro sobre o tema pesquisado na BTDT.
Em termos das técnicas utilizadas para o desenvolvimento desta pesquisa, temos que, para a
etapa da coleta dos dados foi utilizado o levantamento bibliográfico a partir dos critérios
comentados. Para a organização dos dados foi utilizada a análise textual (verificação da pertinência do
texto a partir da leitura do resumo do(s) objetivo(s) e da problematização). Para a análise dos dados
foi utilizada a análise interpretativa (verificação da originalidade da abordagem e alcance das
conclusões).
4 RESULTADOS FINAIS
4.1 Sujeito Informacional: Pressupostos conceituais a partir de pesquisas brasileiras
Tendo como objetivo a identificação de pressupostos conceituais relativos ao sujeito
informacional a partir de pesquisas brasileiras (dissertações de mestrado e teses de doutorado)
registradas na BDTD, surge um elemento importante. Todas as pesquisas que atenderam os critérios
estabelecidos se relacionavam diretamente ao tema: Práticas informacionais. Este tema tem um
histórico significativo, tanto em termos de pesquisas brasileiras, como no âmbito de pesquisas
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internacionais. Assim, temos que, a origem das “práticas informacionais” advém da apreciação e da
combinação de estudos oriundos de outras áreas do conhecimento, como a Educação, a Sociologia e
a Antropologia, e prega que as investigações que se concentram sobre o usuário como o centro das
atenções, acabam por revelar aquilo que Fulton & Henefer (2010) chamam de natureza social dos
processos de informação, que, para estes autores, o processo de criação da informação e do
conhecimento se encontra sedimentado junto a um ou mais contextos socioculturais. Esta
compreensão encontra ressonância em pesquisas realizadas por McKenzie (2003), cujo foco recaiu
sobre os processos de busca de informação realizados por mulheres durante a gravidez.
Desta forma, tem origem um novo momento de reflexão quanto a relação se deu a partir da
década de 1990 do século passado, ganhando força e expressão neste início de século XXI, uma vez
que, segundo os apontamentos e as conclusões obtidas por estudiosos, mesmo essa evolução
paradigmática acabava por ignorar importantes preceitos relativos aos indivíduos, com destaque para
aspectos situacionais, sociais, culturais e de contexto, que o deveriam ser relegados a planos
inferiores. De acordo com Tuominen & Savolainen (1997),
A informação não existe unicamente na mente dos indivíduos, sendo necessária,
além de sua capacidade de raciocínio cognitivo, o estabelecimento de processos
informacionais de interpretação e de atribuição de valor, capazes de lhes permitir
construir e reconstruir o sentido e o significado da informação uma vez apropriada
(Tuominen & Savonlainen, 1997, pp.85).
Assim, o tema: práticas informacionais, no âmbito desta pesquisa, pode ser caracterizado
como um espaço analítico propício ao desenvolvimento de análises sobre o sujeito informacional.
Vale salientar que as práticas informacionais podem ser compreendidas como processos
sociocognitivos de recepção, geração e comunicação de significados, desenvolvidos pelo sujeito a
partir do uso de informações e sob variadas condições de vida que compõem sua realidade. (Araújo,
2021). Assim, as práticas informacionais se constituem em ações de informação estruturadas a partir
da relação sujeito/informação/realidade. Nesta relação, o sujeito se coloca como um elemento
central, pois a partir dele, os elementos informação e realidade se interconectam, levando assim este
sujeito a variadas formas de ação perante esta realidade.
Em um segundo momento analítico, apresentam-se os pressupostos conceituais
selecionados a partir das pesquisas selecionadas.
Quadro 1: Sujeito informacional: pressupostos conceituais e recortes (ordem cronológica)
Pressupostos conceituais / autores
Sujeito Informacional /
Recortes
“O sujeito informacional é um sujeito pragmático, uma vez que, constrói suas
relações pela via da linguagem e do compartilhamento de significados” (Assis,
2011, pp.31).
Usa linguagem e compartilha
significados.
“o sujeito informacional é um indivíduo que busca, usa e dissemina
informações e estas ações (desenvolvidas a partir de contextos sócio-
históricos específicos) distinguem este indivíduo enquanto um tipo particular
de sujeito justamente o sujeito informacional (Cruz, 2014, pp.28).
Busca, usa e dissemina
informações em contextos
sócio- históricos específicos
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“Os sujeitos informacionais são sujeitos que geram sentido, fazem uso e
incorporam a informação em suas vidas cotidianas, sendo que estas ações se
dão entre a mente destes sujeitos e os contextos vivenciados por eles”
(Barros, 2016, pp.15).
Usa e incorpora informação
gerando sentido a partir da
relação mente e contextos
vivenciados.
“o termo (sujeitos informacionais) pode ser compreendido como uma
representação que relaciona os indivíduos com a informação a partir de uma
determinada dimensão social que se configura a partir de papeis sociais e
grupos de convívio. Neste espaço relacional cotidiano o sujeito informacional
busca, acessa, recebe e interpreta informações. Tal dinâmica remete a ideia
de processo que gera ações sociais” (Araújo, 2017, pp.35).
Relação sujeito/dimensão social.
Processo que gera ações sociais.
“O sujeito informacional constrói para si e para os outros sujeitos a noção do
que pode ser considerado informação a partir de determinado contexto de
convivência. Tal sujeito não deve ser caracterizado a partir de variáveis
econômicas e sociodemográficas, mas a partir da sua identidade. É a partir da
identidade que o sujeito informacional cria quadros de referência que
orientam suas ações” (Rocha, 2018, pp.33).
Constrói a noção de informação
a partir da identidade e de
contextos de convivência.
“Os sujeitos informacionais, em seu cotidiano não agem apenas quando têm
necessidades, mas operam em todas as ações relacionadas ao conceito de
informação enquanto elemento pragmático, humanístico, baseado em
relacionamentos, interações, linguagens convencionadas, marcadas
culturalmente no âmbito de atividades rotineiras” (Berti, 2018, pp.193).
Desenvolve ações baseadas em
relacionamentos, interações,
linguagens convencionadas,
marcadas culturalmente no
âmbito de atividades rotineiras.
“Conceito que pode adquirir outras variações tais como: ator, usuário, sujeito.
Mas todas estas e outras variações que estão na literatura acadêmica
consideram a relação do indivíduo não apenas com a informação, mas
também com os contextos de vida deste indivíduo” (Silva, A., 2019, pp.28).
Relaciona a informação com os
contextos de vida.
“O termo sujeito informacional se apoia em fenômenos que correlacionam o
indivíduo e o mundo que o cerca, de modo a concebê-lo como um ser
relacional, que age segundo estruturas específicas” (Silva, L., 2019, pp.54).
Ser relacional que age conforme
estruturas específicas.
“Os sistemas de opressão são balizados em informações segundo uma
estrutura social legitimada de hierarquização. Nessa lógica, são esses sujeitos
informacionais que vão agir como mediadores, mobilizando os grupos sociais
hierarquizados a fim de problematizar e desnaturalizar discursos legitimados
e aceitos como verdades” (Saldanha, 2019, pp.22).
Mediador que mobiliza grupos
sociais hierarquizados.
Fonte: Araújo & Ramos (2025).
A partir dos pressupostos conceituais selecionados e dos recortes gerados, pode-se sugerir
uma compreensão conceitual básica sobre o sujeito informacional. Retomando a relação: sujeito /
informação / realidade, citada no início deste texto, pode-se considerar que o sujeito informacional é
um iniciador, conforme colocado por Arendt (1997), no sentido em que usa a linguagem que é marcada
pela sua cultura e identidade. Em termos da informação, este sujeito desenvolve uma intensa dinâmica
(busca, usa, incorpora, constrói, compartilha e interage), que gera as práticas informacionais. Em
termos da realidade, este sujeito atua a partir de contextos de vida e convivência, que são também
contextos históricos específicos e hierarquizados.
A partir desta compreensão conceitual, surge uma perspectiva epistemológica renovada para
os estudos que tenham sua centralidade de análise na relação sujeito-informação-realidade. Esta
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perspectiva se baseia em cinco princípios, embasados epistemologicamente tanto a partir do
paradigma social conforme proposto por Capurro (2003, 2010), quanto provenientes da compreensão
acerca das práticas informacionais elucidada por Savolainen (2007, 2008), a se saber:
1) Sujeito informacional como sujeito do conhecimento;
2) Centralidade dos contextos sócio-históricos e situações vivenciadas pelo sujeito
informacional;
3) Informação como processo discursivo antagônico no sentido em que pode gerar
simultaneidades;
4) Fortalecimento de barreiras informacionais que dificultam/impedem a efetivação da
informação como recurso de conhecimento crítico;
5) Formulação e aplicação de uma ética da informação que contemple a longa tradição deste
campo de estudos, bem como, incorpore as novas tecnologias de informação, em especial
a aplicação de inteligência artificial nos processos de busca, recuperação, acesso e uso de
informação.
Estes princípios são analisados de forma mais ampla nas considerações finais, a seguir.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O olhar epistemológico nos possibilita gerar reflexões sobre os processos que dão origem e
validade aos conhecimentos científicos gerados. Por outro lado, gerar reflexões que possam
representar perspectivas epistemológicas se constitui num exercício que enfrenta obstáculos e
rupturas de variadas naturezas. Como colocou Bachelard (1993), os obstáculos epistemológicos são
crenças e ideias pré-concebidas que impedem o avanço do conhecimento científico. Por sua vez, as
rupturas epistemológicas são processos de mudanças radicais no modo de pensar e compreender o
mundo abandonando crenças e ideias pré-concebidas em favor de novas possibilidades (Bachelard,
1993). Tendo como cenário estas reflexões de Bachelard são apresentados 5 princípios que podem
indicar perspectivas epistemológicas para a Ciência da informação. Vale salientar que o fundamento
que orienta tais princípios se relaciona diretamente a compreensão conceitual sobre o sujeito
informacional construída no âmbito pesquisas sobre práticas informacionais analisadas
anteriormente.
Conforme Borges (2010), a palavra princípio vem do latim principium e tem significação
variada, podendo dar a ideia de começo, início, origem, ponto de partida, ou, ainda, a ideia de verdade
primeira, que serve de fundamento, de base para algo. Assim, o uso desta palavra neste momento de
reflexão se no sentido de pensar em ideias que podem fundamentar, de forma renovada,
perspectivas epistemológicas para a Ciência da Informação. Desta forma o primeiro princípio
relaciona-se a caracterização do sujeito informacional como sujeito do conhecimento. Esta noção do
sujeito objetiva refletir sobre a condição humana de conhecer. Assim, as reflexões sobre o sujeito do
conhecimento buscam explicar sob diferentes perspectivas teóricas a natureza e as possibilidades do
conhecimento gerado pelo ser humano. Conforme Andrade (2012), na contemporaneidade “fala-se
do “sujeito do conhecimento”, mas não para designar um sujeito em particular, mas o conhecimento
humano de modo geral”. Desta forma, sob tal conceito se reúnem reflexões e compreensões sobre as
possibilidades e limites do conhecimento humano.
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As questões básicas que estruturam as reflexões sobre o sujeito do conhecimento indagam:
quem é o sujeito do conhecimento? Como este sujeito conhece? O que ele pode conhecer? As
respostas a estas questões geraram diferentes formas de compreensão sobre o sujeito do
conhecimento. Conforme Andrade (2012), na história da Filosofia o registro inicial de reflexões sobre
o sujeito do conhecimento se deu a partir de René Descartes (1596-1650). Este filósofo considera que
o pensamento é o espaço central de todas as representações que fazemos da realidade. Assim, em sua
obra intitulada Discurso do Método”, Descartes registra sua famosa frase : “penso, logo existo”.
Assim , é pelo pensamento que se tem a certeza absoluta de que existimos. “O pensamento tem assim
uma validade própria, independente do objeto sobre o qual ele age”. (Andrade, 2012, pp. 20). Assim,
para Descartes o sujeito do conhecimento é a representação mais nítida dos limites do conhecimento,
pois a razão ou o pensamento iluminam todas as representações que fazemos da realidade. Vale
salientar que, a caraterística mais destacada do sujeito do conhecimento sob o olhar de Descartes é o
uso da razão. Assim, para Descartes o pensamento é a base de todo conhecimento que se dá a partir
da presença do sujeito e não da presença da realidade ( de onde se originam os objetos).
No desenvolvimento das reflexões sobre o sujeito do conhecimento outras compreensões se
estabeleceram. Neste sentido, Husserl (1859-1938) propõe o conceito de “intencionalidade” para
compreender a relação que o sujeito do conhecimento estabelece com a realidade. Conforme este
filósofo seria a intencionalidade é não a razão a característica definidora do sujeito do conhecimento.
A intencionalidade seria a característica que define a relação entre o sujeito e a realidade. Ao propor
tal compreensão, Husserl estabelece a ação do sujeito do conhecimento em função da consciência.
Assim surge a famosa frase atribuída a este pensador: Toda consciência é consciência de algo”. Assim,
a inter-relação entre o sujeito do conhecimento e sua consciência com a realidade é definida pela
intencionalidade.
Outra forma de se compreender o sujeito do conhecimento foi proposta por Ludwig
Wittgenstein (1889-1951). Este filósofo provocou duas mudanças importantes nas reflexões sobre o
sujeito do conhecimento. Num primeiro momento ele pensou este sujeito como um processo que se
baseia na linguagem. Assim, conforme este filósofo, a lógica e a linguagem são as condições formais
que limitam as nossas possibilidades de relação com a realidade. Por meio da lógica e da linguagem
compreendemos, interpretamos e transformamos a realidade. Num segundo momento Wittgenstein
percebeu que a linguagem contém também elementos históricos e culturais. Assim na linguagem está
o limite do conhecimento. O sujeito do conhecimento é,conforme este filósofo, um ponto que delimita
o espaço onde ocorrem os fenômenos da realidade. Ele é a fronteira quelimite ao mundo por meio
da linguagem. Por conseguinte podemos falar do sujeito do conhecimento como um ser histórico,
cultural, político, biológico, etc. (Andrade, 2012, pp. 58). O sujeito do conhecimento, nas reflexões de
Wittgenstein, é sempre requer um contexto de linguagem que nunca é fixo, é sempre dissolvido na
diversidade da realidade vivenciada.
A partir destas reflexões sobre o sujeito do conhecimento se apresenta um vasto espaço de
reflexões para pensar o sujeito informacional. Pode-se considerar que as questões colocadas para o
sujeito do conhecimento são adequadas para o sujeito informacional: quem é o sujeito informacional?
Como este sujeito conhece? O que ele pode conhecer?
Após estas considerações sobre o sujeito do conhecimento pode-se retomar as reflexões sobre
o sujeito informacional. Nesse sentido, ainda vale salientar que o usuário da informação somente se
constitui em sujeito informacional quando desenvolve a capacidade de interpretar as informações que
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usa ao aplicá-las em sua própria existência e na realidade que o envolve. Este princípio indica que a
perspectiva epistemológica relativa ao usuário da informação (enquanto sujeito informacional) se
coloca numa única direção: a centralidade do ser humano no processo informacional, especialmente
na criação de significados que estabelecem dimensões e valores e, desta forma, possibilitam a
interpretação e a ação sobre a realidade. Vale salientar que, no âmbito da reflexão proposta, o termo
realidade trata-se do conjunto de todas as coisas existentes. Assim, a realidade
Diz respeito às coisas, aos fatos que podem ser objeto da nossa experiência, do nosso
conhecimento, mas que são independentes da nossa própria vontade pois não
podemos desejar que não existam (Japiassu & Marcondes, 1996, pp.230).
O segundo princípio está diretamente ligado ao primeiro princípio no sentido em que
estabelece a centralidade dos contextos sócio-históricos e das situações vivenciadas pelo sujeito
informacional em tais contextos. Tal centralidade deve ser considerada pois o usuário da informação,
na condição de sujeito informacional, não age de forma isolada ou descontextualizada. Assim, suas
ações, no sentido do estabelecimento de suas necessidades e desejos e o atendimento de tais
dinâmicas se dão a partir das condições presentes nos variados contextos sócio-históricos. Desta
forma, a compreensão das influências de tais condições e contextos sobre o sujeito informacional,
bem como, das consequências das ações deste sujeito sobre tais contextos se constituem em uma
reflexão fundamental para se compreender, de forma mais completa, as intrincadas relações entre o
sujeito informacional, o uso de informação e as formas de convivência e de sobrevivência e ainda as
possibilidades de transformações da realidade.
O terceiro princípio considera a Informação como processo discursivo antagônico no sentido
em que pode gerar simultaneidades. Conforme Araújo (2021), a simultaneidade se coloca a partir da
compreensão de que a informação reúne tanto a possibilidade de geração de conhecimento, como a
possibilidade de geração de patologias informacionais. Assim, sob esta perspectiva
A informação não seria um caminho certo para o conhecimento, mas apenas uma
arena de diálogos diversos que poderiam gerar conhecimentos ou
desconhecimentos (Araújo, 2021, pp.10).
O reconhecimento desta característica do fenômeno informacional gera um desafio
epistemológico para a Ciência da Informação, no sentido em que, esta natureza simultânea da
informação exige olhares amplos e específicos ao mesmo tempo. Assim, refletir sobre o usuário da
informação enquanto sujeito informacional é uma busca de compreensão sobre contradições muitas
vezes irreconciliáveis (informação e desinformação, conhecimento e desconhecimento,
transformações e permanências) que estruturam o fenômeno informacional.
O quarto princípio é complementar ao terceiro princípio pois considera que as
simultaneidades da informação podem gerar impossibilidades que atuam como barreiras
informacionais. Tais barreiras podem ser compreendidas como dificuldades vivenciadas pelo usuário
da informação devido suas reduzidas competências informacionais para buscar de forma segura e usar
de forma competente as informações necessárias. Neste sentido a contemporaneidade se constitui
num espaço ampliado e fortalecido de manutenção de barreiras informacionais tradicionais (tempo,
ideológicas, econômicas, terminológicas, intra-organizacionais, legais, de idioma, de capacidade de
leitura, de eficiência, entre outras), bem como, a geração de novos tipos de barreiras informacionais
(desinformação, fake news, pós verdade, ansiedade informacional, sobrecarga informacional,
síndrome da fadiga informativa, entre outras).
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Um aspecto importante do estudo de barreiras informacionais se a partir da proposta de
Choo (2006) em relação às dimensões que envolvem o fenômeno informacional em termos de
necessidade, busca e uso de informação. Conforme Choo (2006), a consciência da necessidade de
informação surge para o sujeito informacional povoado por sentimentos de dúvida e intranquilidade
relacionados à própria capacidade de dar sentido à(s) experiência(s) vivenciada(s). A partir desta
compreensão, pode-se considerar que o sujeito informacional vivencia nos processos de busca e uso
de informações dificuldades variadas, e que estas podem ser compreendidas como barreiras
informacionais. A partir desta compreensão, Choo (2006) considera que três dimensões influenciam o
comportamento de busca e uso da informação desenvolvido pelo sujeito informacional. São elas as
dimensões cognitivas, emocionais e situacionais.
Para Choo (2003), a informação é gerada e ganha sentido através das capacidades cognitivas
e emocionais dos indivíduos. Assim, utilizando sua cognição, o sujeito informacional percebe uma
ausência de conhecimento sobre determinada situação vivenciada. Esta ausência gera a necessidade
de informações. Neste momento do comportamento informacional este sujeito é envolvido pela
dimensão cognitiva que o direciona e influencia.
No processo de busca de informações, o sujeito informacional é envolvido por suas emoções
e sentimentos. Assim, esta busca não é apenas uma atividade racional e linear, mas envolve uma série
de sentimentos e percepções que influenciam o usuário em diferentes momentos do processo. Neste
sentido, Choo (2006) cita Kuhlthau (1990). Esta autora apresenta, em seu modelo teórico denominado
de Information Search Process (ISP), uma estrutura que define a busca de informação como um
processo composto por várias etapas, cada uma influenciada por diferentes sentimentos e percepções
que afetam o usuário ao longo da pesquisa. Segundo o modelo, esse processo é dividido em seis fases:
início, seleção, exploração, formulação, acumulação e apresentação.
Assim, temos que, nos primeiros estágios do modelo de Kuhlthau (1990), o sujeito
informacional identifica uma necessidade informacional e tende a iniciar a busca com uma sensação
de otimismo. À medida que o processo avança, especialmente nas etapas de seleção, exploração e
formulação das informações, surgem sentimentos de incerteza e confusão, devido à complexidade das
tarefas de avaliar a relevância dos conteúdos informacionais encontrados. Nas fases finais
(acumulação e apresentação) ao identificar e escolher as informações mais adequadas, o usuário
começa a sentir maior clareza e confiança, indicando que a busca está sendo concluída de maneira
satisfatória.
Em relação à dimensão situacional, Choo (2006) considera que ela envolve o sujeito
informacional no momento do uso da informação. Choo (2006) afirma que a dimensão situacional,
composta pelo contexto específico e o ambiente vivenciado, é o elemento influenciador mais forte no
contexto das três dimensões citadas. Assim, esta dimensão afeta fortemente o sujeito informacional
pois se relaciona às decisões sobre como buscar e usar as informações, além de ser um grande
determinante de seu valor. O ambiente também afeta a forma como se busca e usa informação no
sentido em que pode oferecer ou não ferramentas/tecnologias que facilitem e ampliem a busca, o
acesso e o uso de informações que atendam as necessidades detectadas. Assim, os processos de busca
e uso da informação são influenciados de forma dinâmica pelas dimensões cognitivas, emocionais e
situacionais que, por sua vez, marcam as barreiras informacionais no sentido de possibilitar que se
determine a origem delas e, desta forma, seja possível propor alternativas de redução e/ou de
erradicação. Considera-se que, a partir deste princípio a Ciência da Informação pode gerar uma ampla
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agenda de estudos e reflexões que podem ampliar a compreensão sobre este lado obscuro do
fenômeno informacional.
O quinto princípio proposto como base para a definição de perspectivas epistemológicas para
a Ciência da Informação relaciona-se ao fortalecimento da Ética da Informação. Capurro (2014), um
dos pioneiros e principais pensadores da Ética da Informação, enfatiza que esta deve ser entendida
como "um campo de reflexão que considera tanto as regras explícitas quanto as implícitas que lideram
a interação digital". (Capurro, 2014, pp. 5). Vale salientar que a emergência de uma ética voltada à
informação e seus impactos se relaciona, em grande parte, às tecnologias de informação e, de forma
mais direta, a Inteligência Artificial. Estes sistemas trouxeram novos desafios éticos. Assim, problemas
como a violação da privacidade dos dados, a fragilidade da segurança da informação, a proliferação de
spamming e fake news, as tentativas de controle excessivo da internet por governos e a
desumanização potencializada pelas interações virtuais tornam-se cada vez mais complexos e
urgentes. Vale salientar que o termo spamming representa o envio indiscriminado de mensagens não
solicitadas, geralmente por meios eletrônicos, como e-mail, mensagens instantâneas, redes sociais,
etc. O termo fake news é usado para denominar informações falsas veiculadas, principalmente, nas
redes sociais. Conforme Capurro (2021),
Assim concebida, a Ética da Informação é uma reflexão ecológico-informacional
sobre a vida humana em si mesma e em sua interação prática com o mundo,
marcada especialmente, mas não absolutamente, pela tecnologia digital (Capurro,
2021, pp.3).
Tais questões demandam abordagens interdisciplinares e uma reflexão ética contínua para
que se encontrem soluções que equilibrem o desenvolvimento tecnológico com os valores éticos e
sociais fundamentais. Nesse sentido, é essencial não apenas formar indivíduos capazes de consumir
criticamente a informação, mas também de produzi-la e compartilhá-la de forma responsável e
consciente, visando transformar a informação em conhecimento válido e útil para o desenvolvimento
pessoal e o bem-estar social.
Ainda refletindo sobre a Ética da Informação, Capurro (2023) propõe uma estrutura básica
para este campo de conhecimento. Assim, haveria uma Ética da Informação no sentido estrito e outra
no sentido amplo. No sentido estrito esta ética tem como foco o impacto das tecnologias da
informação e comunicação (TICs) nos variados contextos e tradições culturais. Esta seria a Ética da
Informação Intercultural. E num sentido amplo Capurro (2023) propõe uma Ética da Informação
voltada para outras mídias permitindo, desta forma, uma ampla reflexão e visão histórica comparativa.
As reflexões apresentadas neste texto, buscaram, em um primeiro momento, identificar
pressupostos conceituais relativos ao sujeito informacional a partir de pesquisas brasileiras
(dissertações de mestrado e teses de doutorado) registradas na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e
Dissertações-BDTD e, num segundo momento, procuraram responder a seguinte questão: Que
perspectivas epistemológicas podem ser visualizadas para o campo de estudos de práticas
informacionais, a partir da adoção do conceito sujeito informacional? Considera-se que esta questão
está respondida por meio dos princípios apresentados e que podem compor uma base para a
construção de uma perspectiva epistemológica contemporânea para este campo de estudos.
As reflexões desenvolvidas permitem que se vislumbre o desafio epistemológico colocado
para a Ciência da Informação a partir dos estudos das práticas informacionais. Tais estudos se colocam
como espaço de ricas reflexões sobre a relação: sujeito-informação-realidade. Tal configuração de
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pesquisa se mostra como ampla e restrita ao mesmo tempo. É ampla ao analisar os significados
gerados pelos sujeitos informacionais no sentido de resolver questões cotidianas. Mas, ao mesmo
tempo, se configura como uma configuração restrita, pois tais significados o “visões de mundo”
individuais que, uma vez reunidas e interpretadas, geram informações, conhecimento e memória. Está
lançado o desafio!
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