Revista EDICIC, San José (Costa Rica), v.25, e-5425, p.1-8, 2025. ISSN: 2236-5753
Este documento tiene licencia bajo la Creative Commons Attribution 4.0 International.
Colaboração de bibliotecários em equipas de investigação em saúde
Maria Luz Antunes, Instituto Politécnico de Lisboa (IPL), Portugal, https://orcid.org/0000-
0003-0942-7601
Carlos Lopes, Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA),
Portugal, 0000-0002-6440-4739
Maria Manuel Borges, Universidade de Coimbra (UC), Portugal, https://orcid.org/0000-
0002-7755-6168
DOI: https://doi.org/10.62758/re.305
RESUMO
Introdução: O bibliotecário tem adotado estratégias que refletem a sua relevância profissional,
podendo incorporar os seus conhecimentos na investigação. A colaboração em projetos de
investigação em saúde, académicos ou clínicos, é um objetivo em desenvolvimento. Objetivos:
Identificar a perceção das competências dos bibliotecários sobre a sua colaboração em equipas de
investigação em saúde (EIS); identificar as perceções dos investigadores sobre as competências dos
bibliotecários enquanto colaboradores em EIS; identificar as competências que os bibliotecários
devem possuir para colaborar com as EIS; redigir um conjunto de recomendações e/ou orientações
para a formação de bibliotecários tendo em vista a colaboração com EIS. Métodos: Metodologia mista.
A abordagem quantitativa assenta num questionário sobre perceções de competências para uma
amostra de investigadores e bibliotecários sobre a colaboração com equipas de investigação em saúde.
A abordagem qualitativa assenta numa entrevista semiestruturada sobre perceções de competências
e perspetivas do contributo do bibliotecário, realizada junto de bibliotecários da saúde e de uma
amostra seletiva de investigadores em saúde. Resultados: A perceção dos participantes no estudo
aponta para um conjunto de competências superiormente valorizado pelos investigadores e que o
bibliotecário domina: 1) competências que se inserem no chamado core da profissão (seleção de
recursos de informação, pesquisa de informação, citar e referenciar, identificação de revistas e
editoras predadoras, etc.); 2) competências que o bibliotecário domina, mas que adquiriu em contexto
profissional (filtro dos resultados de pesquisa, migração de dados, etc.). Os resultados do estudo
permitiram a redação das recomendações para a renovação de competências a integrar na formação
do bibliotecário da saúde. Conclusões: Ficou demonstrada a existência de uma interação permanente
de competências entre o bibliotecário e os investigadores, que o resultado da colaboração integra um
diálogo assente no equilíbrio entre áreas do conhecimento e saberes.
Palavras-Chave: Cultura de Colaboração; Parceria em Investigação; Bibliotecário; Equipa de
Investigação em Saúde; Competências.
Colaboración de bibliotecarios en equipos de investigación en salud
RESUMEN
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Introducción: Los bibliotecarios han adoptado estrategias que reflejan su relevancia profesional,
incorporando sus conocimientos a la investigación. La colaboración en proyectos de investigación en
salud, ya sea académica o clínica, es un objetivo en desarrollo. Objetivos: Identificar las percepciones
de los bibliotecarios sobre sus competencias con respecto a la colaboración en equipos de
investigación en salud (HRT); identificar las percepciones de los investigadores sobre las competencias
de los bibliotecarios como colaboradores en HRT; identificar las competencias que los bibliotecarios
deben poseer para colaborar con HRT; redactar un conjunto de recomendaciones y/o directrices para
la capacitación de bibliotecarios para la colaboración con HRT. Métodos: Metodología mixta. El
enfoque cuantitativo se basa en un cuestionario sobre las percepciones de competencias para una
muestra de investigadores y bibliotecarios con respecto a la colaboración con equipos de investigación
en salud. El enfoque cualitativo se basa en una entrevista semiestructurada sobre las percepciones de
competencias y las perspectivas sobre la contribución del bibliotecario, realizada con bibliotecarios de
salud y una muestra selectiva de investigadores de salud. Resultados: La percepción de los
participantes en el estudio apunta a un conjunto de habilidades altamente valoradas por los
investigadores y que poseen los bibliotecarios: 1) habilidades que se enmarcan en el llamado núcleo
de la profesión (selección de recursos de información, búsqueda de información, citación y
referenciación, identificación de revistas y editoriales depredadoras, etc.); 2) habilidades que los
bibliotecarios poseen pero que adquirieron en un contexto profesional (filtrado de resultados de
investigación, migración de datos, etc.). Los resultados del estudio permitieron la redacción de
recomendaciones para la renovación de habilidades a integrar en la formación de los bibliotecarios de
salud. Conclusiones: Se demostró la existencia de una interacción permanente de habilidades entre
bibliotecarios e investigadores, y el resultado de la colaboración integra un diálogo basado en un
equilibrio entre áreas de conocimiento y experiencia.
Palabras-Clave: Cultura de Colaboración; Alianza en Investigación; Bibliotecario; Equipo de
Investigación en Salud; Habilidades.
Collaboration of librarians in health research teams
ABSTRACT
Introduction: Librarians have adopted strategies that reflect their professional relevance,
incorporating their knowledge into research. Collaboration in health research projects, whether
academic or clinical, is a developing objective. Objectives: To identify librarians' perceptions of their
competencies regarding collaboration in health research teams (HRTs); to identify researchers'
perceptions of librarians' competencies as collaborators in HRTs; to identify the competencies that
librarians should possess to collaborate with HRTs; to draft a set of recommendations and/or
guidelines for the training of librarians for collaboration with HRTs. Methods: Mixed methodology. The
quantitative approach is based on a questionnaire about competency perceptions for a sample of
researchers and librarians regarding collaboration with health research teams. The qualitative
approach is based on a semi-structured interview about competency perceptions and perspectives on
the librarian's contribution, conducted with health librarians and a selective sample of health
researchers. Results: The participants' perception in the study points to a set of skills highly valued by
researchers and which librarians possess: 1) skills that fall within the so-called core of the profession
(selection of information resources, information research, citing and referencing, identification of
predatory journals and publishers, etc.); 2) skills that librarians possess but acquired in a professional
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context (filtering research results, data migration, etc.). The study results allowed for the drafting of
recommendations for the renewal of skills to be integrated into the training of health librarians.
Conclusions: The existence of a permanent interaction of skills between librarians and researchers was
demonstrated, and the result of the collaboration integrates a dialogue based on a balance between
areas of knowledge and expertise.
Keywords: Culture of Collaboration; Research Partnership; Librarian; Health Research Team; Skills.
1 INTRODUÇÃO
Ao longo das últimas três décadas constata-se, na área da saúde, o crescimento, a renovação,
a adaptação, mas também a aquisição de novas competências pelo bibliotecário da saúde. A estas
novas exigências não é estranha a pressão sobre as bibliotecas académicas e de investigação para
demonstrar como podem contribuir para a missão institucional. Este cenário tem sido crescentemente
analisado relativamente à satisfação das necessidades dos profissionais de saúde, mas também na
intervenção colaborativa do bibliotecário no ensino de competências de literacia da informação e no
planeamento de programas de formação.
Uma das formas de assegurar a visibilidade do bibliotecário e demonstrar um compromisso
com os valores institucionais é através da sua produção científica (Folk, 2014). O bibliotecário,
especialmente aquele que trabalha em instituições de investigação e do ensino superior, tende a
publicar artigos sobre literacia da informação, muitas vezes em resultado da colaboração conjunta de
professores e bibliotecários.
Na procura de mais estratégias a adotar para as bibliotecas se manterem relevantes é
necessário reposicionar e incorporar os conhecimentos do bibliotecário especializado nas iniciativas
de ensino, aprendizagem, mas também de investigação (Lewis, 2007). Para alcançar este objetivo, um
dos caminhos é a colaboração do bibliotecário em projetos de investigação em parceria com
professores e investigadores.
Com base nestes pressupostos formulou-se a pergunta de investigação: Como implementar a
colaboração entre bibliotecários e investigadores em equipas de investigação em saúde em Portugal?
Para responder a esta pergunta desenharam-se quatro objetivos, a saber:
1. Identificar a perceção das competências dos bibliotecários sobre a sua colaboração em
equipas de investigação em saúde.
2. Identificar as perceções dos investigadores sobre as competências dos bibliotecários
enquanto colaboradores em equipas de investigação em saúde.
3. Identificar as competências que os bibliotecários devem possuir para colaborar com as
equipas de investigação em saúde.
4. Redigir um conjunto de recomendações e/ou orientações para a formação de bibliotecários
tendo em vista a colaboração com equipas de investigação em saúde.
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2 REFERENCIAL TEÓRICO
As instituições do ensino superior percecionam as suas bibliotecas como núcleos de apoio ao
processo de ensino-aprendizagem, onde a informação é organizada, avaliada e disseminada.
Face a cenários de informação cada vez mais complexos, principalmente digitais e sociais, o
bibliotecário tem sido chamado a ajudar estudantes, professores e investigadores a navegar em
terrenos difíceis e a alinhar os seus serviços com novos desafios académicos e sociais. A mudança de
paradigma no acesso à informação obrigou o bibliotecário a alterar as suas expectativas na forma
como a informação pode ser acedida e que tipo de informação está disponível.
Na década mais recente, e no âmbito da Ciência Aberta, em muitas bibliotecas académicas e
de investigação o bibliotecário passou a antecipar serviços que envolvem uma expertise diferenciada,
mas de grande utilidade para a sua comunidade. Mesmo não sendo um perito na área, acompanhou
a evolução das pedagogias e métodos de investigação, desenvolveu ferramentas, tecnologias e
políticas, informando professores e investigadores no processo ensino-aprendizagem e na
investigação (Jaguszewski & Williams, 2013).
Neste alinhamento, ao longo dos anos, e para além das suas funções tradicionais, o
bibliotecário adaptou e reconceptualizou os seus conhecimentos, competências e papéis no contexto
da missão institucional (Simmons-Welburn et al., 2008). A biblioteca académica serve, então, dois
propósitos complementares: o apoio curricular institucional e o apoio à investigação de professores e
estudantes, refletindo as necessidades em constante mudança dos seus utilizadores. A biblioteca
desempenha, por conseguinte, um papel vital na excelência da investigação enquanto fonte de
recursos, de informação científica e de plataforma de diálogo no contexto da Ciência Aberta; e, por
inerência, o papel do bibliotecário é inegavelmente um elemento-chave neste processo (Foster, 2015).
Os padrões de colaboração entre o investigador e o bibliotecário não têm sido muito
explorados. A principal exceção é a literatura médica, onde o bibliotecário colabora com alguma
frequência na preparação e publicação de artigos de revisão, revisões sistemáticas e meta-análises
(Dudden & Protzko, 2011; Foutch, 2016; Spencer & Eldredge, 2018). Com menor expressão, o
bibliotecário também tem colaborado noutras tarefas, igualmente importantes no processo de
investigação, como a preparação da documentação para a atribuição de financiamentos, a redação de
manuscritos ou a recolha e análise de dados (Cooper & Crum, 2013; Ketchum, 2017; Otter et al., 2017).
Nestas áreas, alguns investigadores reconhecem o bibliotecário como parceiro na sua investigação,
incluindo-o como autor em publicações (Basílio et al., 2018; Bernardo-Castro et al., 2020; Borrego &
Pinfield, 2020; Marques et al., 2020; Laranjo et al., 2021; Campos et al., 2023). Apesar disso, o
contributo do bibliotecário enquanto mais um elemento da equipa de investigação, conduzindo um
projeto original, ainda não foi explorado.
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A investigação seguiu uma metodologia mista para uma resposta mais ampla ao problema e
pela complementaridade das abordagens quantitativa e qualitativa.
Na abordagem quantitativa construiu-se um questionário destinado aos bibliotecários da
saúde a exercer em Portugal e a um conjunto de investigadores também da área da saúde que
representassem a multidisciplinaridade das equipas de investigação em saúde, isto é, envolvendo
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profissionais de saúde de especialidades médicas, mas também de disciplinas conexas. O questionário
era composto por um conjunto de afirmações, fundamentadas na literatura científica, que procurava
obter o grau de concordância dos respondentes através de uma escala Likert de sete níveis. O seu
desenho compreendia três dimensões (competências gerais, básicas e especializadas) e 61
subdimensões de competências. O questionário foi sujeito a um estudo-piloto e a um pré-teste; aos
resultados aplicou-se a estatística descritiva (percentagens, mínimo-máximo, desvio-padrão e
coeficiente de variação).
Na abordagem qualitativa construiu-se uma entrevista semiestruturada, em que participaram
bibliotecários da saúde com produção científica datada da última década e investigadores que
cumprissem as mesmas características da abordagem quantitativa. A entrevista destinava-se a apurar
o conhecimento dos bibliotecários sobre metodologias de investigação, o seu envolvimento em
projetos, a sua identificação nas autorias, os pontos fortes da colaboração e a perceção externa; entre
os investigadores, a entrevista destinava-se a apurar as competências identificadas no bibliotecário,
como foi selecionado para colaborar com a equipa, a sua identificação nas autorias e também os
pontos fortes desta colaboração. Relativamente aos procedimentos, a entrevista foi gravada,
transcrita por um colaborador externo e validada pelos entrevistados, sendo posteriormente
anonimizada e codificada. Obteve-se ainda o consentimento informado de todos os entrevistados.
O protocolo de investigação foi submetido e aprovado pela Comissão de Ética da Escola
Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa.
4 RESULTADOS PARCIAIS
Na análise global de todas as dimensões do questionário, bibliotecários e investigadores
destacam as competências associadas à recuperação e avaliação de recursos de informação como a
dimensão mais importante (95,6%) e, nesta, a pesquisa de informação é identificada pelos
investigadores como a principal competência dos bibliotecários. Segue-se a dimensão associada à
literacia das publicações científicas, em que também os investigadores destacam principalmente a
competência dos bibliotecários em identificar revistas e editoras predadoras. E, por fim, a dimensão
da literacia em matéria de propriedade intelectual, em que bibliotecários e investigadores destacam a
competência dos primeiros em trabalhar com diferentes estilos de referenciação e em mover-se
eficazmente nas questões referentes ao plágio.
Analisaram-se de seguida as subdimensões. Entre os investigadores, a competência que
apresenta o valor mais baixo é a relacionada com o conhecimento de um terceiro idioma para além do
materno e do inglês (M=4,34). Entre os bibliotecários, a competência menos valorizada é a de saber
traduzir um texto científico para um idioma que não o materno (M=4,84). Relativamente à
competência mais valorizada, bibliotecários e investigadores identificaram o saber selecionar fontes e
recursos de informação (M=6,82 vs M=6,92).
Ainda, quando analisadas as subdimensões com valores de média mais elevados constata-se
que os valores das médias dos investigadores são claramente superiores, que destacam competências
que integram o core profissional do bibliotecário e que maioritariamente divergem da importância
atribuída pelos próprios bibliotecários.
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Tabela 1: Subdimensões mais valorizadas por grupo
Subdimensões + valorizadas (M)
BIB
INV
Saber selecionar fontes e recursos de informação
6,82
6,92
Saber citar e referenciar
6,88
Conhecer e aplicar diferentes estilos de citação
6,86
Ser organizado no seu trabalho
6,64
6,80
Saber ler o fator de impacto e o CiteScore das revistas científicas
6,78
Saber usar gestores de referências
6,76
Saber identificar revistas e editoras predadoras
6,76
Fonte: Elaboração própria (2024).
A análise das entrevistas, por sua vez, identificou temáticas e subtemáticas, o que permitiu a
criação de uma grelha de categorização temática das entrevistas. A grelha contempla conteúdos
major, os quais, numa abordagem posterior, exaustiva e descritiva, permitem visualizar categorias
minor. As categorias major identificam:
1) as competências que os entrevistados consideram que integram o core de competências
profissionais do bibliotecário, em que se incluem as estratégias de pesquisa, mas também a
seleção de recursos de informação, a identificação das revistas para publicação e a
colaboração em revisões sistemáticas;
2) as limitações que podem interferir com a autoconfiança do bibliotecário no seu exercício,
sendo que a formação académica e a formação contínua têm um efeito curativo e
construtivo da sua autoconfiança, bem como a experiência profissional;
3) os critérios ou contributos para garantir a elegibilidade do bibliotecário na identificação das
autorias nas publicações, como é realizada a identificação dos autores nas publicações, qual
o alinhamento das autorias e quem são aqueles que devem figurar na secção dos
agradecimentos;
4) o fator reconhecimento (dos pares, dos professores, investigadores e também das
organizações) das competências profissionais do bibliotecário;
5) as competências que consideram que podem beneficiar o bibliotecário, dotando-o com
novos saberes e possibilitando-lhe uma interação mais ágil e eficaz com investigadores, por
exemplo, na redação dos planos de gestão de dados, no domínio da área científica em que
trabalha, sem esquecer as competências na língua inglesa, na edição científica e o
investimento na sua formação académica. Por fim, é também valorizado o ensejo do
bibliotecário em dar-se a conhecer e demonstrar o desejo de colaborar com outrem
justamente pelo seu saber diferenciado.
5 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS
O estudo identifica as competências da formação de base do bibliotecário e outras que foi
adquirindo de forma autónoma em ambiente profissional e que os investigadores consideram
superiormente para a colaboração efetiva do bibliotecário em equipas de investigação em saúde. O
domínio destas competências é uma garantia de fiabilidade, de credibilidade e de qualidade em
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investigação e o exemplo da colaboração da Ciência da Informação com outras áreas do saber
(Antunes, 2024).
O estudo termina com a redação das recomendações e/ou orientações para formação,
adaptação e renovação de competências do bibliotecário da saúde e que identificam e aprofundam
sete eixos de atuação: informação e políticas de saúde; serviços de informação em saúde; gestão de
recursos em saúde; sistemas e tecnologias de informação em saúde; investigação, análise e avaliação
em saúde; comunicação e disseminação em saúde; e negociação na equipa de investigação.
6 REFERÊNCIAS
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